TUDO O QUE PODE DAR ERRADO NA PISCINA E ÁGUAS ABERTAS

Se já nadou, espero que tenha dado tudo certo; se ainda não, é bom fazer um “checklist” pra seguir tudo bem…

Geralmente quando participamos ou organizamos um evento acreditamos que tudo vai dar certo, que tudo vai correr bem mas de vez em quando algo escapa do nosso controle e nos traz algumas “belas” surpresas.

De hoje pro passado, vou relacionar alguns fatos; alguns estive presente e outros assisti, de algumas inúmeras circunstancias em que algo saiu do controle.

A mais recente foi durante as Olimpíadas no revezamento 4x200m nado Livre em que a touca do Michael Phelps rasgou… Coisa simples de se resolver, ou não. Seria simples se em um dos bolsos da sua parca ele carregasse uma touca e um oclinhos sobressalente. Entendo que são itens muito grandes e pesados mas acho que dá pra levar.

Este é um exemplo de algo que com certeza pode acontecer com qualquer um de Nós. Ter um de cada conosco não é problema algum e apenas nos trará tranquilidade ao invés de desespero se o imprevisto bater a porta antes do inicio da competição ou até mesmo de um treino.

Em Agosto deste ano, teve um garoto que treina por aqui que ao colocar seu traje, o mesmo simplesmente arrebentou lhe deixando com o “fundilho” exposto. Confesso que nem vi, e só fiquei sabendo depois que ele nadou a final dos 200m nado Livre.
Comemoramos sua prova, e logo na sequencia ele me disse que seu suit tinha rasgado no “traseiro”…

Perguntei: E aí o que Você fez?!?!?!
Resposta: Como este suit era o mais “velho”, levei o outro novo junto caso desse erro…

Foi bem esperto, mas quantos teriam esta mesma perspicácia?!?!
Vá anotando pra se tornar uma pessoa ainda mais esperta e precavida.

Me lembro de uma travessia em Caragua, relativamente curta em que “inteligentemente” decidi não utilizar vaselina… Sim, o “esperto” aqui achou que naquele dia tinha mais açúcar do que sal na água do mar, e o resultado foi uma bela assadura nas duas axilas. Coitada da “inteligência” deste que vos escreve, e coitado dos que estavam comigo pois desodorante nem pensar…
Ainda na onda da vaselina, SEMPRE peça para alguém que NÃO vai nadar, passar a vaselina em Você. Seguindo no embalo da esperteza, quiz provar minha auto-suficiência e me auto apliquei vaselina antes de uma outra travessia…
SIM, CLARO, “ORA POIS”… Sai “zerado” de assadura, mas devo ter nadado uns 5km a mais por não conseguir enxergar quase nada devido a gordura nos meus oclinhos.

Pode falar que isso não é bullying: SUA ANTA! Nesta situação quem esta sofrendo o bullying é a coitada da Anta.

Em um Campeonato Paulista no Clube Internacional de Regatas, o revezamento 4x200m nado Livre Feminino do clube em que nadava na época, acabou nadando uma serie antes do programa. Neste tempo a menina que nadaria por ultimo estava no banheiro. Como se tratava de uma prova mais longa, as companheiras acreditaram que o tempo seria suficiente para a companheira retornar.
“As suas marcas… POW”… caiu a 1a, a 2a, a 3a, e… sim, VÁCUO na 4a. Não se tratou de nenhuma abdução mas sim apenas de uma insignificante falha de comunicação e calculo de tempo…
Ao se sustentar em uma competição para ir ao banheiro, avise as/os companheiras(os) qual o número da sua necessidade 1 ou 2, isso vai reduzir e muito as chances do seu revezamento ficar sem no vácuo…

Em uma competição aqui nos EUA, os nadadores não precisam apresentar nenhum documento ou levar cartão para os cronometristas, apenas precisam estar presentes atos do bloco antes do inicio da sua série…
Um nadador apareceu para nadar os 100 livre na 1a série raia 7, nadou fez seu tempo e saiu. Falou com um dos Técnicos e momentos depois estava repetindo a distancia na 16a série raia 2…
Ao sair da prova, o Treinador foi saber o por que do fato, e a resposta foi: O “X” não queria nadar então pedi pra nadar no lugar dele assim poderia tentar abaixar mais o meu tempo…

O incidente foi reportado aos organizadores, e o tempo computado foi o que ele havia feito na 1a série. O detalhe é de que se tratava de um garoto de 7 anos; fato esse que foi um pouco mais aceitável para os dois…

Alimentação durante provas de águas abertas, na década de 80 era simplesmente “bizarro”. Tinha lata de leite condensado, pizza, sanduíche misto e até fatia de goiabada com queijo fresco… Coisa de louco.
O que eu levava?! Choquito, paçoquinha “AMOR” e sachê de mel.
Nesta época a incidência de nadador colocando tudo pra fora, era algo relativamente normal, mas me lembro do “Lendário” e infelizmente já falecido Mario Bello.
Este Senhor levava amarrado em sua cintura um barbante com saquinhos contendo purê de batata e alguns sachês de mel. Geralmente nadava sem acompanhamento de barco e terminava TODAS as provas com alem de um grande sorriso de satisfação, era muito bom também poder escutar as suas historias…

Hoje a evolução nos dá o direito de comer pizza depois da prova e não durante…

Na piscina do Julio De Lamare, já ví guarda-sol voando pra dentro da piscina durante os 1.500, já ví um nadador dar uma bela e cinematográfica “barrigada” durante a saída onde simplesmente o bloco de partida foi arrancado do chão com o impulso do mesmo.
Nestas duas situações o bom senso pede que na situação 1, durante um vendaval se mantenha o guarda-sol fechado, e na 2 que a empresa que fez a instalação dos equipamentos seja processada por perdas e danos…
Simples assim.

Em um campeonato Brasileiro de Inverno disputado em Juiz de Fora, ao nos depararmos com a piscina vimos que a mesma parecia um enorme balde de leite.
A água estava tão branca e o nível tão alto que teve um nadador nos 100m nado Borboleta que arrebentou o nariz na virada por não ter referencia de distancia da parede (pelo “T” e pela parede)…

Outro campeonato Brasileiro de Inverno realizado em Foz do Iguaçu não terminou pois a temperatura da água estava mandando nadador para o hospital com hipotermia…
Neste caso a combinação de campeonato de Inverno em uma Cidade do Sul, em uma piscina onde os aquecedores estavam funcionando pela metade foi um prato cheio para alguém lá “de cima” dizer: “Assim não meus filhos… Infelizmente vou ter que parar com essa barbaridade”.

Seguindo a onda de Campeonato de Inverno que não terminou, estávamos em Santos para nadar o Trofeu Jose Finkel no Clube Internacional.
Ultimo dia de final, depois de uma preleção no Hotel Avenida seguimos com força total para o clube…
Fomos a 1a equipe a para em frente ao clube. Muito estranho… Tudo fechado e com um cartaz da vigilância sanitária dizendo que o clube estava interditado.
O diretor desceu e foi perguntar o que havia ocorrido.
Retornou com a resposta: “Uma Atleta de um clube foi internada com hepatite e imediatamente por medidas de segurança a vigilância sanitária pediu a interdição do clube.”

Teve atleta que xingou o diretor por achar que o mesmo estava fazendo uma piada de mau gosto… Só que não.
Resultado desta competição: NÃO FOI PROCLAMADO O TIME VENCEDOR.

As vezes muita coisa acontece de errado e que infelizmente não temos o menor controle, mas outras tantas basta aquela pitada mínima de inteligência que o Indiani não demosntrou, mas que a Anta tem…